Sem direção
Ontem o diretor foi embora. Muito embora isso seja maneira de dizer, pois era domingo. Foi o terceiro em sete anos, sem contar uma interinidade no meio do caminho.
Nunca falei com ele e o que descobri por minha conta não serve a ninguém. Ele tem um carro de tiozão (que a propaganda diz que não é, portanto é) e repreendeu uma professora na fila de autógrafos do Ariano Suassuna. No mais, nada soube. Nem uma carta que lhe entreguei foi respondida. Mal gosto esse de não dar bola aos outros.
Em sua mensagem de despedida ele informou o motivo: "divergências de concepção tanto no que diz respeito a algumas das principais políticas acadêmicas implantadas, quanto à forma de gestão". E eu me pergunto, que divergências seriam essas?
Ninguém fala nada. Eu perguntei, no grupo de discussão dos professores se todo mundo havia recebido a mensagem, se alguém sabia de algo, tanto da superfície quanto dos subterrâneos, e ninguém respondeu. Tudo parece em paz. Ninguém fala nada. E paz sem voz todo mundo sabe o que é.
Tirando a cara carbonária, ninguém tinha nenhum palpite infundado, idéias repetidas ou previsões macabras. E olha que comigo havia várias, todas para trocar com alguém. No final, fiquei falando sozinho. Agora é esperar amanhã, quando irei lá, ao vivo e em cores, para entregar notas e outras peças burocráticas. Vamos ver o que encontramos.
segunda-feira, julho 02, 2007
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